Como a porcelana encontra a alma de um ambiente
Há algo de quase silencioso no momento em que uma obra encontra seu lugar. Não é só sobre encaixar uma peça em um ambiente: é sobre deixar que o ambiente, as pessoas e a memória daquele lugar sejam parte do que será criado.
No ateliê, o processo sempre começa pela escuta. Escuto o projeto, o cliente, o arquiteto, as referências, os sonhos. Depois, a porcelana entra como material de tradução: texturas, queimas, aplicações, cores que vivem só naquele contexto.
Não faço objetos de decoração. Faço objetos onde você se reconhece.
Essa é a diferença entre uma peça de série e uma obra autoral. A primeira decora. A segunda habita. A obra permanece não só no espaço, mas na memória de quem vive com ela.
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